2 de abril de 2016

{Resenha} Comer, Rezar, Amar

Comer, Rezar, Amar
Título Original: Eat, Pray, Love
Autor (a): Elizabeth Gilbert
Editora: Objetiva
Número de Páginas: 342
Ano de Publicação: 2008
Sinopse: Em torno dos 30 anos, Elizabeth Gilbert enfrentou uma crise da meia-idade precoce. Tinha tudo que uma americana instruída e ambiciosa teoricamente poderia querer - um marido, uma casa, um projeto a dois de ter filhos e uma carreira de sucesso. Mas em vez de sentir-se feliz e realizada, foi tomada pelo pânico, pela tristeza e pela confusão. Enfrentou um divórcio, uma depressão debilitante e outro amor fracassado, até que se viu tomada por um sentimento de liberdade que ainda não conhecia. Foi quando tomou uma decisão radical - livrou-se de todos os bens materiais, demitiu-se do emprego, e partiu para uma viagem de um ano pelo mundo - sozinha.

Capa da edição lançada após o filme
Para a estreia de Resenhas aqui do blog eu escolhi o livro “Comer, Rezar, Amar” da autora Elizabeth Gilbert, lançado pela Editora Objetiva em 2008. 

Comer, Rezar, Amar” é um livro que eu tenho em lugar especial na minha estante e no meu coração. Em 2010 eu assisti ao filme e toda a história mexeu muito comigo. Algum tempo depois eu ganhei o livro e este por sua vez ficou um bom tempo no cantinho sem ser tocado, e recentemente respirei, folheei, e por fim o apreciei. 

Após ler inúmeras opiniões sobre a obra, o que percebi é: o estilo de livro que ou amam ou odeiam. Os que amam acabam se identificando um pouco com as ideias que a autora passa, e os que odeiam afirma que é cansativo, demorado ou não se identificam mesmo com a história. 

Uma vez eu li a frase: 
“Não há no mundo livros que se devam ler, mas somente livros que uma pessoa deve ler em certo momento, em certo lugar, dentro de certas circunstâncias e num certo período da sua vida.” - Lin Yutang
Eu realmente acredito nisso, e afirmo que amei tanto o filme e o livro por eu estar em um período da vida que era necessário para mim todos os pensamentos da autora. Talvez se eu tivesse lido o livro em outra época eu pudesse não gostar tanto, e por isso deixei ele por um tempo encostado, e cá estou para contar para vocês o que achei. 

Primeiro, uma informação que muitas pessoas desconhecem, é que essa é uma história real, uma biografia da autora e que a Liz da história é a Elizabeth. A trama é dividida em 3 partes, sendo cada uma das partes em um país diferente: Itália, Índia e Indonésia. E cada parte contém 36 capítulos, que coincide com a idade na qual a autora escreveu a obra. Apesar de ser uma biografia, a autora muda o nome dos personagens, exceto de Richard Texas, cujo nome é mesmo Richard e ele é mesmo do Texas. 

Liz Gilbert têm uma carreira de sucesso, aos olhos dos outros tem uma ótima vida, invejável até, mas após um casamento frustrado, e uma vida que perdeu o sentido, Liz, busca tempo e espaços para descobrir quem ela realmente é, e o que ela quer. Para isso, Liz demitiu-se do emprego, e se livrou de tudo o que julgou ser desnecessário para sua vida e começou em uma jornada. 



O primeiro país que Liz visita é a Itália, “la bella Italia”! Ao chegar na Itália, Liz está abatida e magra e lá ela descobre um dos prazeres da vida que é a degustação das comidas. Liz afirma que há uma diferença entre simplesmente comer, e depois nem se lembrar do que comer, e sentir o sabor das coisas e recordar sempre o gosto da comida. E mais amplo que isso, ela fez novas amizades, aprendeu um novo idioma, conheceu belas paisagens e se deu ao luxo de dar muitas risadas, e aprendeu que o prazer não está só no que imagina-se logo de cara, mas está nas pequenas coisas do dia a dia. 
“E irei embora com a esperança de que a expansão de uma pessoa – a ampliação de uma vida – seja realmente um ato de valor neste mundo. Mesmo que essa vida, só dessa vezinha, por acaso seja apenas minha e de mais ninguém.” – Trecho pg. 124

O próximo destino de Liz foi a Índia, e lá ela acredita ser possível encontrar uma paz interior. Liz tentará estudar os ensinamentos e encontrar sua Guru em um ashram, e lá ela pôde meditar e rezar sobre tudo o que lhe foi passado. Essa parte do livro é a mais densa, pois envolve questões religiosas, e vários pensamentos que são muito distintos de pessoa para pessoa, mas deixo claro que em nenhum momento a autora tenta pregar algo ao leitor, ou tenta convencê-lo a ter alguma religião específica. É na Índia que ela conhece o Richard Texas, um personagem que também a ajudará com os pensamentos da vida, e sobre o perdão. 
“Em meu coração, o relógio para, e as páginas do calendário param de sair voando. Fico sentada em silêncio, assombrada com tudo que compreendo. Não estou orando ativamente. Eu me tornei uma prece.” Trecho pgs. 217/218

E por último, mas não mais importante, Liz viaja para Indonésia para encontrar um Xamã, Ketut Liyer, e encontrar finalmente um equilíbrio entre o prazer e o divino. E nessa última parte é muito nítido a evolução da personagem, e o clima da leitura é de leveza, sensação de que tudo no fim dará certo. 
“E aquele caderno, impregnado com aquela promessa de amor, foi pura e simplesmente a única razão que me fez sobreviver aos anos seguintes da minha vida.” – Trecho pg. 338 

A narrativa toda é primeira pessoa, e em vários momentos é necessário dar uma pausa, refletir sobre o que foi lido e só então prosseguir. Eu termino a minha resenha afirmando que você leitor, pode dar uma chance ao livro, e que para isso, recomendo uma mente aberta, paciência, e bom humor. Se for para dar risada, dê muitas gargalhadas, se for para chorar, derrame quantas lágrimas sentir necessidade, se for para sentir raiva, só não jogue o livro fora, e saiba que algumas palavras lá ditas, são ensinamentos que levamos para o resto da vida...


8 comentários:

  1. Oi, Lylu!
    Olha eu aqui, visitando seu blog! Adorei, está lindo! Gostei muito de sua resenha também, já li esse livro e até gostei um pouco, mas teve umas partes que não me agradaram tanto.
    Já estou seguindo o seu blog e voltarei sempre! :)

    beijos,

    Rafa [ blog - Fascinada por Histórias]

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  2. Lindona, você arrasa nas resenhas como sempre! Não li esse livro e nem pretendo, porque vi o filme e simplesmente AMEI! E sei que se amei o filme provavelmente não vou gostar do livro, é... eu sou assim, quando gosto de um detesto o outro... rsrsrs Por exemplo, amei a trilogia "50 Tons", e até hoje não tive coragem de ver o filme, medo mega de me decepcionar, mas estou seriamente pensando em quebrar essa minha lógica pessoal, se fizer depois te conto. Mas em "Comer Rezar Amar" vou ficar com a delícia de sensação que tive ao assistir o filme.
    Amei demais da conta! :)
    Beijo, beijoooooo!
    She

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    1. Muito obrigada!!!
      She, eu também sou meio assim com relação a filmes e livros. O que eu te falo é: o livro é bem parecido com o filme, com mais detalhes e mais pensamentos da autora. Em um futuro eu realmente recomendo a você a leitura do livro!

      Por outro lado, "50 tons" você fez bem de não ver ao filme. Romantizaram, saiu do contexto, eu particularmente gostei bem mais do livro!

      Mas tudo é teste haha Depois me conta o que achou!
      Beijossssssssssss :*

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  3. Oi Lu amei suas palavras sobre esse livro querido. Li anos atrás e assim como vc destacou, o oi no momento certo da minha vida. Estava saindo de um relacionamento de oito anos que não deu certo e assim como a autora estava em busca de mim mesma e foi uma experiência sem igual. Logo depois li Comprometida, onde ela fala sobre casamento enfim amei os dois e assim como a autora no fim encontrei meu eu e meu amor.
    Enfim parabéns pela leitura, pela resenha que ficou ótima e claro sucesso nesse novo projeto.
    Amei a primeira resenha!!!! Tenho certeza que trará sorte e sucesso.
    Beijos

    Leituras, vida e paixões!!!!

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    1. Line,
      Foi engraçado, pois vi o filme num momento PERFEITO, que eu realmente precisava... e fiquei pensando, vou deixar o livro para outra ocasião neste estilo, e foi o que aconteceu... melhor coisa que fiz!
      Eu tenho o Comprometida, mas como ainda não achei o meu amor rs ainda não dei uma chance ao livro hahaha
      Muito obrigada :*
      Beijosss

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  4. Oi, tudo bom?! Conheci seu cantinho hoje e gostei bastante. Já estou seguindo pra ficar de olho nas postagens ;)
    Sempre dou uma espiada nesse livro na biblioteca da minha escola e sou extremamente curioso para lê-lo. Parece mexer com os sentimentos do leitor, além de passar reflexões. Amei a resenha!
    Abraços do Dan :D
    bookdan.blogspot.com

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    1. Oi Dan, tudo bom e você?
      Também conheci seu cantinho hoje!
      Como comentei na resenha, sou suspeita em falar desse livro! Adoro de paixão! Quando ler me conte o que achou! ;)
      Muito obrigada pela sua visita!
      Beijos!

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