13 de abril de 2016

{Resenha} O Clube do Filme

O Clube do Filme
Título Original: The Film Club
Autor (a): David Gilmour
Editora: Intrínseca
Número de Páginas: 240
Ano de Publicação: 2009
Sinopse: Eram tempos difíceis para David Gilmour: sem trabalho fixo, com o dinheiro curto e o filho de 15 anos colecionando reprovações em todas as matérias do ensino médio. Diante da desorientação e da infelicidade desse filho-problema, o pai faz uma oferta fora dos padrões: o garoto poderia sair da escola - e ficar sem trabalhar e sem pagar aluguel - desde que assistisse semanalmente a três filmes escolhidos pelo pai. Com essa aposta diferente na recuperação e na formação de um rapaz que está "perdido", formaram o clube do filme. Semana a semana, lado a lado, pai e filho viam e discutiam o melhor (e, ocasionalmente, o pior) do cinema: de A Doce Vida (o clássico de Federico Fellini) a Instinto Selvagem (o thriller sensual estrelado por Sharon Stone); de Os Reis do Iê, Iê, Iê (hit cinematográfico da Beatlemania) a O Iluminado (interpretação primorosa de Jack Nicholson, dirigido por Stanley Kubrick); de O Poderoso Chefão (um dos integrantes das listas de "melhores filmes de todos os tempos") a Amores Expressos (cult romântico e contemporâneo do chinês Wong Kar-Way). Essas sessões os mantinham em constante diálogo - sobre mulheres, música, dor de cotovelo, trabalho, drogas, amor, amizade -, e abriam as portas para o universo interior do adolescente, num momento em que os pais geralmente as encontram fechadas.
 

Outro livro que estava na minha estante já faz um tempinho e sempre que eu via a capa e lia o subtítulo “Um pai. Um filho. Três filmes por semana.” me animava com a leitura. Enfim, leitura feita. 

A ideia da trama é bem simples. Um pai que ama tanto o filho, que tenta de todas as maneiras “resgatar” a vida e os interesses dele. David Gilmour é um crítico de cinema, escritor premiado, desempregado, com o dinheiro acabando e com o filho Jesse de 15 anos acumulando cada vez mais reprovações no colégio. Após inúmeras tentativas, David faz uma proposta um tanto quanto inusitada ao filho: não precisar mais ir ao colégio, não precisar trabalhar, nunca se envolver com drogas, e a única educação recebida seria através de filmes durante três vezes por semana, denominando assim o clube do filme. 
“Eu volto aos filmes antigos não apenas para revê-los, mas também com a esperança de reviver as sensações de quando os vi pela primeira vez. (Isso não se aplica apenas aos filmes, mas a tudo na vida.)” – Trecho pg.150
E assim a narrativa vai até o final, com o pai, ensinando várias curiosidades dos filmes, se esforçando a aplica-los na vida do filho, na tentativa de lhe ensinar alguma moral da história. 

Honestamente, eu fiquei frustrada com a narrativa. Não sei ao certo o que eu esperava, mas ao meu ver não há emoção na trama, é sempre a mesma coisa. Quem é cinéfilo provavelmente poderá gostar dos comentários feitos, mas também não pense que esse é o foco da narrativa que definitivamente não é! E quanto a história de pai e filho não houve como me cativasse. 

Jesse é extremamente teimoso, tem atitudes bem estranhas, e acaba crescendo cada vez mais mimado com as atitudes do pai. Na minha opinião, o pai ao invés de ajudar, prejudica muitas vezes o filho por não dizer o que realmente acha das situações. E ainda saliento que a obra é uma biografia, ou seja, toda a relação descrita foi real! 

Por ser biografia, a narrativa em primeira pessoa ocorre de maneira fluida, rápida, e não se trata apenas de filmes e sim de uma relação entre pai e filho adolescente e a dificuldade na educação e no crescimento de um filho. 
“Então eu disse a Jesse, ou melhor, repeti, uma coisa que tinha aprendido na universidade: que a segunda vez que você vê uma coisa é na verdade a primeira vez. Você precisa saber como a coisa termina antes de poder apreciar sua beleza desde o início.” – Trecho pg. 50
Confesso que cerca de 80% dos filmes eu não assisti. São filmes mais clássicos, ou mais antigos, mas que ao ler as curiosidades de David, fiquei com vontade de ver, esse foi um dos pontos positivos da narrativa. 

Nas páginas finais do livro podemos encontrar todos os filmes citados durante a narrativa da Filmografia, e além disso algumas notas do revisor técnico de a respeito de alguns dos filmes mencionados. 

Por fim... Para mim, valeu a pena a leitura? Valeu pelas curiosidades e títulos de filmes mencionados, mas a história em si, é mediana. 

2 comentários:

  1. Fiquei matutando se o mesmo David Gilmore autor do livro é o musico O.o mas parece que não AUUHOUAUAHAI
    Achei a proposta interessante, mas a forma nagativa que você comentou acabou levando embora qualquer curiosidade que eu tenha em relação ao livro. O mais legal parecem ser as citações dos filmes, mas por não ser o foco principal e também pela maioria serem clássicos acho que acabaria não curtindo também.
    Beijos
    Sil - Estilhaçando Livros

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    Respostas
    1. Por um momento eu também "buguei" com o nome do autor Silviane hehe mas depois eu vi que não era o mesmo... Infelizmente o livro não funcionou para mim, mas vi resenhas positivas também no skoob. Vai de cada um mesmo hehe
      Obrigada pela visita :D
      Beijinhos

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