5 de abril de 2016

{Resenha} A Última Carta do Tenente

A Última Carta do Tenente
Título Original: A Última Carta do Tenente
Autor (a): William Douglas
Editora: Planeta
Número de Páginas: 128
Ano de Publicação: 2016
Sinopse: Em 12 de agosto de 2000, um acidente com um submarino nuclear russo chocou a humanidade: cento e dezoito marinheiros ficaram presos quando o submarino Kursk afundou no mar de Barents, no norte da antiga União Soviética, após duas grandes explosões causadas por falhas em seu sistema de lançamento de torpedos. Após noticiado o acidente e o naufrágio houve grande comoção da opinião pública mundial, desejosa de que fosse constituída uma operação de resgate para salvar aqueles homens. Depois de algum atraso em aceitar a ajuda ocidental e muita pressão internacional, o governo russo finalmente cedeu e navios de várias bandeiras tentaram o salvamento. Quando os primeiros mergulhadores chegaram à carcaça do submarino, contudo, não havia mais esperança, todos os tripulantes já estavam mortos. Após abrirem uma “janela” no casco, os mergulhadores depararam-se, inicialmente, com quatro corpos. No bolso do uniforme de um deles foi encontrada uma mensagem, uma carta que, ao contrário do que se esperava, não relatava o acidente, mas era dedicada a sua esposa. A carta relatava a agonia dos vinte e três tripulantes que permaneceram vivos por algumas horas (ou talvez até um dia) após o naufrágio do submarino, e foi redigida por tato, revelando que os últimos momentos dos marinheiros foram passados em total escuridão. Este livro é uma coletânea dos ensinamentos, descobertas e emoções que poderiam estar escritos na carta, descoberta no bolso de um dos marinheiros mortos para sua esposa.

Bilhete de Kolesnikov – Fonte Wikipedia
Aproximadamente 120 páginas da junção de fatos reais e ficção. Como é bem descrito na sinopse, William Douglas, traz para os leitores nas primeiras 30 páginas, a história do submarino K-141 Kursk que após um acidente afundou e dos 118 homens a bordo, 23 homens sobreviveram inicialmente e se refugiaram num compartimento na proa do submarino. O problema é que devido ao atraso nas buscas e resgate, todos os tripulantes já estavam mortos.

O fato é que no bolso do oficial da marinha Dmitri Kolesnikov, responsável pelo submarino após a morte do comandante de Kursk, foram encontradas cartas comprovando que a princípio haviam sobreviventes ao acidente, e apenas uma dessas cartas foi divulgada.
“A arrogância humana invariavelmente encontra reprovação nos fatos, como ocorreu, por exemplo, com o que declararam que o Titanic era inafundável.” – Trecho pg. 12
O que o autor William Douglas fez, foi escrever uma obra, de como seria uma das cartas encontradas no bolso de um dos marinheiros mortos para sua esposa. A princípio eu não fazia ideia de que tipo de leitura eu seria apresentada, e ao final da leitura, percebi o quão emocionante é se colocar na situação e imaginar uma despedida de alguém que você tanto ama, e descrever todos os sentimentos em 12 horas e em poucas palavras.

Destaco o trabalho de diagramação feito pela Editora Planeta, que no decorrer das páginas, há uma reprodução do nível da água subindo, deixando as páginas cada vez mais escuras, restando ao final apenas a escuridão por completa. Há também trechos destacados em letras maiores, ou fontes destacadas, elementos todos que enriqueceram ainda mais a leitura.

“Nunca se cansaram de me ensinar a pensar nos outros e esqueceram-se de me dizer que, se eu não cuidasse de mim, eu jamais poderia cuidar de alguém. Anêmicos não doam sangue.” – Trecho pg. 85

Quanto a história, é difícil resenhar um livro com poucas páginas, mas com um conteúdo tão emocionante, sem estragar ao leitor os sentimentos que ele poderá encontrar. A ideia de usar um acontecimento real e a partir dele criar uma ficção foi algo que me agradou bastante. O que é possível contar para você é que o autor faz reflexões da vida, de Deus, de como é importante valorizar pequenos momentos, que podem não parecer tão significantes, mas que são partes da vida.

O autor foi responsável pela publicação do best-sellerComo passar em provas e concursos”, pela obra “25 leis bíblicas do sucesso” que ultrapassou a marca de 250 mil exemplares vendidos, e por diversos outros títulos no mercado literário.


Termino a minha resenha transcrevendo o trecho que mais gostei de toda a obra:
“A vida se encerra como uma peça teatral onde sorri e chorei, onde vaiei e aplaudi. E agora, quando a cortina desce, é que vejo que sempre se pode escolher quando ser ator principal, coadjuvante ou só plateia, e que a peça é sempre muito boa.” – Trecho 53/54

4 comentários:

  1. Lylu confesso que não conhecia o livro e se fosse analisar pela capa e título não leria. Mas após ler sua resenha fui surpreendida por uma história que com certeza me emocionariam. Amei a dica. Beijos

    Leituras, vida e paixões!!!!

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    1. Line,
      Eu te entendo perfeitamente! Para mim, não foi chamativa nem a capa e nem o título, mas acredite!!! É lindo! Traz mesmo lição de vida *-*
      Bjs

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  2. Eu. Preciso. Ler. Este. Livro.!!!!

    Amei sua resenha. :D

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    1. Muito obrigada Karine!!! ♥♥♥
      Recomendo com certeza a leitura dele! *-*
      Beijos

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