3 de setembro de 2016

{Resenha} A Garota Perfeita

 A GAROTA PERFEITA
Título Original: The Good Girl
Autor (a): Mary Kubica
Editora: Planeta
Número de Páginas: 336
Ano de Publicação: 2016
Sinopse: Mia, uma professora de arte de 25 anos, é filha do proeminente juiz James Dennett de Chicago. Quando ela resolve passar a noite com o desconhecido Colin Thatcher, após levar mais um bolo do seu namorado, uma sucessão de fatos transformam completamente sua vida. Colin, o homem que conhece num bar, a sequestra e a confina numa isolada cabana, em meio a uma gelada fazenda em Minnesota. Mas, curiosamente, não manda nenhum pedido de resgate à família da garota. O obstinado detetive Gabe Hoffman é convocado para tocar as investigações sobre o paradeiro de Mia. Encontrá-la vira a sua obsessão e ele não mede esforços para isso. Quando a encontra, porém, a professora está em choque e não consegue se lembrar de nada, nem como foi parar no seu gélido cativeiro, nem porque foi sequestrada ou mesmo quem foi o mandante. Conseguirá ela recobrar a memória e denunciar o verdadeiro vilão desta história?
 

A Garota Perfeita” é um thriller psicológico intenso e que obriga o leitor a participar e tentar desvendar o caso. Mia Dennett, uma jovem professora, filha do famoso juiz James Dennett, é sequestrada, e apesar do alto cargo de seu pai, tudo indica que ele não está muito preocupado com o ocorrido. Em contrapartida, a mãe de Mia, Eve Dennett, parece ser a única da família a se dar conta da gravidade do ocorrido, e a se preocupar com o sumiço da filha. Mas não pense que a mãe de Mia é uma mãe preocupada e sempre amorosa com as filhas Mia e Grace. Durante a narrativa fica claro que Eve se culpa pela ausência do papel de mãe na vida das filhas. Longe da vida complicada e rica da família Dennett, o detetive Gabe Hoffman, um homem de quase cinquenta anos, é colocado no caso, e na sua visão observadora e perspicaz, percebe a arrogância do juiz Dennett, e o quão estranho é a falta de sua preocupação com a filha. 
“Minha intuição, no entanto, fala que alguma coisa aconteceu com minha filha. Alguma coisa ruim. Ela grita comigo, acorda-me no meio da noite: algo aconteceu com Mia.” – Trecho pg. 113
E o vilão? Colin Thatcher é o sequestrador de Mia, mas apesar de ter motivos para o sequestro, ele possui uma ponta de moral que intrigará o leitor a cada trecho de sua história. E sobre Mia? Esse é um livro o qual a protagonista não teve participação direta na narrativa. Apesar disso, é possível perceber a mudança gradativa do seu comportamento no decorrer da obra.
“Estive seguindo-a durante os últimos dias. Sei onde faz suas compras, onde lava suas roupas, onde trabalha. Nunca falei com ela. Não reconheceria o som da sua voz. Não sei a cor dos seus olhos nem como reagem quando ela se assusta. Mas saberei.” – Trecho pg. 38

A narrativa é toda na primeira pessoa e é sustentada por 3 pontos de vista diferentes e em dois tempos distintos, sendo: Colin Thatcher (o sequestrador), Eve Dennett (mãe de Mia, antes e depois do sequestro), e de Gabe Hoffman (o detetive do caso, antes e depois do sequestro). Apesar desta troca de pontos de vista, e não haver uma ordem cronológica dos fatos, a leitura flui muito bem, não sendo confusa para o leitor em nenhum momento.

A autora consegue não focar apenas no sequestro em si, mas mostra as diferentes formas pelas quais as pessoas são sufocadas pelas vidas que tem. A mãe de Mia na vida perfeita, sendo obrigada a fazer o papel de esposa e mãe perfeita, quando no fundo, não é isso que realmente é. Colin, por ser sequestrador, mas com as dificuldades que a vida lhe trouxe, e o que o levou a fazer o que faz. Mary Kubica também traz a tona o tema: Síndrome de Estocolmo.
“Síndrome de Estocolmo ou síndroma de Estocolomo (Stockholmssyndromet em sueco) é o nome normalmente dado a um estado psicológico particular em que uma pessoa, submetida a um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo sentimento de amor ou amizade perante o seu agressor.” – Via Wikipédia
Capa original (EUA)
Muitas pessoas para as quais eu contava qual livro eu estava lendo, sempre associavam o título “A Garota Perfeita” com “Garota Exemplar”, outro thriller de sucesso lançado pela Editora Intrínseca, que rendeu um filme estrelado por Rosamund Pike e Ben Affleck. Eu ainda não tive a oportunidade de ler “Garota Exemplar”, apenas assisti ao filme, e o que posso afirmar é que apesar da semelhança de nomes e de gênero, não há qualquer semelhança de histórias.
“Tento não pensar sobre isso. Sobre depois. Tento não pensar em forçá-la a entrar no carro ou entregá-la a Dalmar. Eu a escuto a tagarelar e tagarelar, sobre o que realmente não sei, porque estou pensando no dinheiro. [...] Mas sorrio quando ela olha para mim e, quando sua mão toca a minha, não recuo, porque sei de uma coisa: essa garota pode mudar minha vida.” – Trecho pg. 40
Parabéns à Editora Planeta pela edição da obra! A capa é bem chamativa e intrigante ao leitor e a diagramação está incrível.

Com a trama de tirar o fôlego, nos damos conta do quão inteligente é a narrativa de Mary no último capítulo, onde o leitor não tem dúvidas de quanto as pessoas podem nos enganar. O que afirmo para vocês leitores é “A Garota Perfeita” me prendeu a todo momento na narrativa e que a autora faz jus ao ditado:

“Quem vê cara não vê coração!”

3 comentários:

  1. Eu tenho certeza que alguém me disse sobre esse livro um dia desses!
    Com certeza irei ler!!
    Beijos lindona! Amei a resenha!!
    Com Suspiros

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  2. Não conhecia o livro ainda, mas amei a sua resenha e fiquei curiosa para ler, gosto de tramas assim. Ótima dica Flor!
    Boa quinta-feira!
    Fica com Deus!
    Beijos!

    http://marifonseca21.blogspot.com.br/

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  3. Meu deus que legal adorei as dicas!
    Fica com deus sua linda juizo no corpo e na alma,
    Um beijo da Ju Margarida.
    Ei venha me ver mais vez em to te esperando la no blog moça

    BLOG:
    http://www.politicamenteincorreta.com/

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