1 de dezembro de 2016

{Resenha} Jane Eyre

Jane Eyre
Título Original: Jane Eyre
Autor (a): Charlotte Brontë
Editora: Martin Claret
Número de Páginas: 780
Ano de Publicação: 2014 (edição)/ 1847 (publicação original)
Sinopse: Jane Eyre, romance de estreia da consagrada e renomada escritora inglesa Charlotte Brontë, narra a história de vida da heroína homônima. Quebrando paradigmas e criticando a realidade vitoriana da época, Jane Eyre desafia o destino imposto às mulheres e as posições sociais que elas deveriam ocupar. Recheado de características góticas, o romance possui personagens inesquecíveis e transformadores, como a figura do misterioso Rochester, patrão de Jane e peça vital da narrativa.
 

Por ser muito fã de romances, principalmente de época, e clássicos como Jane Austen, encontrei este livro na Feira do Livro da USP, e me apaixonei logo de cara. Comecei a ler, e em 3 dias lá se foram 780 páginas, uma saudade imensa e uma sensação de coração aquecido.

A trama é sobre Jane Eyre, uma jovem moça, que narra toda a sua história desde sua infância. Órfã, levada para morar com seus tios, Jane, teve de aprender logo cedo o quão difícil seria a vida. Após a morte de seu tio, e com a antipatia nutrida por sua tia, Jane é levada à um internato para órfãs, e lá há o amadurecimento da protagonista, em grande parte pelos tristes acontecimentos e situações do lugar. Aos seus 18 anos, Jane quer sua liberdade e procura um emprego, e então é contratada como governanta em uma grande propriedade.
“O senhor pensa que por eu ser pobre, sombria, simples e pequena, não tenho alma ou coração? Se pensa, está enganado! Tenho tanta alma quanto o senhor. E o coração ainda maior!” – Trecho pg. 440
A partir daí Jane conhecerá Adèle, uma alegre criança que Jane ensinará, e claro, conhecerá os criados da mansão e o patrão, o Senhor Edward Rochester. Daí em diante leitor, deixo para que vocês tenham o imensurável prazer de conhecer a leitura.

A escrita de Charlotte me encantou. A narrativa é na primeira pessoa e é como uma biografia da personagem. Há momentos que a autora cita: “Mas se você pensa leitor...”, como se houvesse uma conversa de fato com quem está lendo e isso me agradou por aproximar ainda mais personagens, narrativa e leitor.



E leitores... pensem em uma protagonista forte! É Jane Eyre! A autora Charlotte destacou-se pela construção de uma personagem à frente da época, deixa claro que apesar da condição social da personagem, e da aparência física de uma dama fraca, e não muito bela, Jane possui uma força indescritível para encarar todos os acontecimentos da sua vida. Uma moça muito gentil, delicada, amorosa, que apesar das tristezas da vida, não se deixou abater.
“É inútil dizer que os seres humanos deveriam contentar-se com a tranquilidade. Eles precisam da ação. E, se não a encontram, irão cria-la. Milhões estão condenados a um destino mais pacato que o meu, e milhões vivem uma revolta silenciosa contra a sua sorte.” – Trecho pg. 199
E o mocinho? Edward Rochester, é um personagem no mínimo peculiar. Charlotte o descreve como feio, e a sua loucura, é na minha opinião uma inteligência incompreendida pela maioria, mas não por Jane. As conversas que eles têm demonstram a perspicácia e a rapidez dos pensamentos do sr. Rochester.

A edição da Editora Martin Claret está perfeita! Capa, diagramação, conteúdo. Não sei se em todas as edições tem, mas gostei do prefácio e do posfácil com conteúdo sobre a autora e sobre a personagem. Parabenizo também a Editora pela excelente tradução realizada.
“– A senhorita está estudando-me, Senhorita Eyre – disse ele. – A senhorita acha que sou bonito?
[...]
– “Não, senhor.”
Este trecho ilustra muito bem que o romance não é o foco da obra. Apesar disto, também não pense no clássico mocinha e mocinho felizes para sempre sem percalços. E não há nada clichê na narrativa. Há um mistério da família do sr. Rochester que surpreenderá a todos. Há elementos da literatura gótica, e trama marcada por questões éticas, sociais, religiosas.

Fiquei muito curiosa com a outra obra de Charlotte, intitulada “Villette” e com as obras de suas irmãs: Anne Brontë (Aganes Grey) e Emily Brontë (O Morro dos Ventos Uivantes). Gostaria muito de assistir a adaptação cinematográfica de 2011 de Jane Eyre, e além deste, por curiosidade, pesquisando, descobri que há outro filme de 1943 (ainda preto e branco), um de 1996, e uma série da BBC de 2006. 

Das inúmeras emoções que “Jane Eyre” passa ao leitor, dentre indignação, tristeza, felicidade, e muita emoção, há um vínculo perceptível entre leitor e personagens. Para os amantes da literatura clássica e de um bom romance, Jane Eyre PRECISA estar na sua lista de leitura.


2 comentários:

  1. Como não sou chegada a área dos livros não conhecia mas e sempre bom estas partilhas
    Beijinhos
    CantinhoDaSofia /Facebook /Intagram
    Tem post novos todos os dias

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  2. interessante eu adoro romance
    beijos!!
    floordemandacaru.blogspot.com.br

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