21 de janeiro de 2017

{Novidade} Minhas impressões sobre "Desventuras em Série" da Netflix

Anunciada há um tempo, a série Desventuras em Série (Lemony Snicket's A Series of Unfortunate Events), já causava bastante burburinho. Após o lançamento no dia 13, os viciados em séries já assistiam a todos os episódios e a série prossegue com tudo na Netflix. Confesso ser um pouco perdida em séries, ou seja, quando são muitos episódios e muitas temporadas, não acompanho fielmente, mas neste caso, assisti à todos os episódios desta primeira temporada e hoje venho contar para vocês sobre o que estou achando de “Desventuras em Série”.


Para quem não sabe (eu mesma não sabia todas as informações), Desventuras em Série é uma série de livros do autor Lemony Snicket (pseudônimo de Daniel Handler). A história foi dividida em 13 volumes, que contam a saga dos irmãos órfãos Baudelaire, e a luta contra o vilão, Conde Olaf.

E eis que surge a série original da Netflix, cujos episódios são roteirizados pelo próprio autor dos livros, ou seja, são fiéis às obras. Desta vez, quem deu vida ao vilão foi o ator Neil Patrick Harris (o Barney, da série “How I Met Your Mother”), uma vez que lá em 2004 Jim Carrey foi o responsável pelo papel no filme “Desventuras em Série”.
Baseada na série internacional de livros campeões de vendas escritos por Lemony Snicket (aka Daniel Handler) e estrelada pelo vencedor dos prêmios Emmy e Tony, Neil Patrick Harris, Lemony Snicket's A Series of Unfortunate Events / Desventuras em Série, conta a trágica história dos órfãos Baudelaire - Violet, Klaus e Sunny – cujo tutor malvado, o Conde Olaf, não medirá esforços para colocar as mãos na herança deles. Os irmãos devem ser mais espertos do que Olaf a cada situação, para descobrir as pistas que levam à morte misteriosa de seus pais.
E finalmente leitores, consegui terminar de assistir à todos os episódios. Nesta primeira temporada foram lançados 8 episódios e é interessante comentar que 2 episódios, equivalem à um livro.

Diferentemente dos apaixonados pelos livros e fãs, eu estava sem muitas expectativas e ao assistir o primeiro episódio, confesso que a série não me chamou tanta atenção, e fiquei pensando qual a graça para tantas pessoas estarem assistindo, mas resolvi perseverar e assistir ao resto, e também para saber aonde isso tudo ia dar.

Conforme fui assistindo, me deu a imensa vontade de conferir se a série de fato estava sendo fiel aos livros, e após ver os dois primeiros episódios, li o primeiro volume da série de livros (Mau Caminho), e leitores, eu nunca vi algo tão fiel (breve a resenha)! Até mesmo algumas falas são idênticas às falas do livro.

Produção da série

Um chamativo da série é o cenário e a fotografia de aparência fúnebre, principalmente quando uma desventura está por vir. Quanto à época que ocorre a série, não há muito como saber, no começo eu pensei que fosse uma época antiga, pelas mobílias e objetos usados em cena, mas em um determinado momento o Conde Olaf comenta da compra de uma ampulheta pela internet (oi?!), então é um tempo paralelo criado especificamente para a série. Muitas das pessoas que assistiram à série associaram o cenário e a ambientação com as obras de Tim Burton, e de fato, há momentos que lembra mesmo.


A interpretação dos atores é ótima. Neil Patrick Harris é perfeito para o papel do maníaco Conde Olaf, com certa ironia, sarcasmo, e muito malvadeza, ele interpreta um vilão daqueles criados para irritar o público. As crianças, apesar de jovens, e da falta de experiência, conseguiram o objetivo de interpretarem órfãos, com caras e bocas que despertam a empatia dos espectadores. Agora, o excesso de fofura vai para a bebê Sunny, cujas expressões são na maioria das vezes simuladas por efeitos especiais, e que mesmo assim, o papel fica perfeito e certamente você irá se apaixonar por ela.

Alguns pontos que me irritaram na série: no começo de cada episódio, ou até mesmo durante, o ator que interpreta ao autor Lemony Snicket (que, diga-se de passagem, também interpreta muito bem), comenta para o espectador parar de assistir à série, que são muitas tristezas, muito sofrimento, e isso fica repetitivo. Em defesa à isso, nos livros o autor também escreve para o leitor parar de ler o livro, ou seja, é característica própria da história. Voltando ao narrador (Patrick Warburton), ele entra em sai diversas vezes na história, para explicar os fatos que vão acontecendo, para que o roteiro continue sem muitas dúvidas para quem está assistindo, isso em contrapartida me agradou bastante.

Trailer oficial da série

Outro ponto que particularmente me irritou é a burrice os personagens de não perceberem as coisas mais óbvias, mas também admito que isso seja implicância minha, visto que na obra é do mesmo jeito.

Há um elemento surpresa, diferente dos livros, e que não vou divulgar para não dar spoiler, mas que já é apresentado logo no episódio piloto. De maneira geral, gostei muito da série, e com certeza vou querer assistir aos próximos episódios que estarão por vir! A Netflix já confirmou mais 2 temporadas!

E você? Já assistiu à série? O que achou? Conta para mim!


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