13 de março de 2017

{Resenha} Ame o que é seu

Ame o que é seu
Título Original: Love the one you're with
Autor (a): Emily Giffin
Editora: Novo Conceito
Número de Páginas: 312
Ano de Publicação: 2012
Sinopse: Esta é uma história para quem algum dia já se perguntou: Como amar de verdade a pessoa que está comigo, se não consigo esquecer alguém que ficou no passado? O casamento de Ellen e Andy não parece perfeito, ele é perfeito. São inegáveis a profundidade da devoção mutua e o quanto um desperta o melhor no outro. Mas por obra do destino, certa tarde, Ellen revê Leo pela primeira vez em oito anos. Leo, o que revelou o pior nela. Leo, o que partiu seu coração sem se explicar. Leo, o que ela não conseguiu esquecer. Quando o reaparecimento dele desperta sentimentos há muito adormecidos, Ellen se põe a questionar se sua vida atual é de fato como ela queria que fosse.
 

Já aconteceu com vocês de um autor ser muito mencionado, você ter livros deste autor, mas nunca ter tido o prazer (ou desprazer) de ler algo dele? Foi assim com Emily Giffin e eu. As pessoas que gostam de romance sempre me diziam sobre os livros dela, e apesar de ter alguns títulos dela, eu por alguma razão não havia experimentado a escrita de Emily.
“ – Não sei. Mudar pode ser bom... às vezes – ele diz, parecendo ambíguo. – Mas deixar o passado para trás é sempre difícil.” – Trecho pg. 284
No carnaval resolvi começar por “Ame o que é seu”, um dos primeiros romances da autora. Com a temática “Como seria a vida se tivéssemos feito outras escolhas?”, mergulhei numa narrativa de situações cotidianas, e de reflexões que fazemos no decorrer da vida.

A história é sobre Ellen, uma fotógrafa, moradora de Nova York, recém-casada com Andy, um advogado, de família rica. Tudo parecia perfeito, e de fato era! A melhor amiga de Ellen é Margot, irmã de Andy, e após perder a mãe ainda jovem, Ellen, sente-se acolhida por Andy, Margot e sua família.

Mas as pessoas nunca estão felizes com o que tem, e um encontro inesperado com Leo, ex-namorado de Ellen, e sua antiga grande paixão irá fazer Ellen juntar duas palavrinhas pequenas, mas que juntas causam um enorme rebuliço: “e se...”. 
“E, a menos que você tenha casado com seu namoradinho do colégio (às vezes, mesmo nesse caso), geralmente existe um passado menos glorioso escondido em algum canto.” – Trecho pg. 13
E como um breve encontro, de aparência inofensiva pode ter o poder de tumultuar tanto os sentimentos de alguém? Foi o que aconteceu com Ellen. E na tentativa de seguir a vida, e não pensar sobre o assunto ela omite de todos os recentes contatos com Leo. A questão é que todos os segredos uma hora ou outra aparecem, e resta saber se Ellen estará preparada para assumir o que está acontecendo em sua vida.

Narrado na primeira pessoa, por Ellen e apesar da falta de ação, o leitor vai se envolvendo com a trama e é impossível não se colocar no lugar da protagonista e tentar vivenciar as emoções as quais ela passa. 
“Estou ciente de que estou abrindo a porta para mais problemas em minha vida. Mas, por agora, a sensação não poderia ser melhor. Melhor que não vinha sendo havia muito, muito tempo mesmo.” – Trecho pg. 222
As emoções da protagonista que a autora trabalha, além do questionamento sobre o casamento, incluem conflitos pessoais como a falta de sua mãe que morreu de câncer quando ela ainda tinha 13 anos; o pai ter vivido uma vida com outra mulher, e sua irmã não ser tão carinhosa e sentimental quanto ela. E em contrapartida, conviver com uma família modelo, cujos pais e irmãos são unidos vivendo numa grande casa, com costumes diários, gera um conflito interno em Ellen adicionado a uma carência afetiva.


Creio que a questão fundamental da trama é instigar o leitor a pensar: o que eu faria na situação dela? Será que eu largaria um recém-casamento com um homem que amo, que me dá estabilidade, ou largaria tudo para ficar com um homem que amei muito no passado, mas que é como um furacão em minha vida?

Uma leitura delicada, deliciosa, e que com certeza recomendo para os amantes de romances. 💕

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