17 de abril de 2017

{Resenha} Somos Guerreiras

Somos Guerreiras
Título Original: Love Warrior
Autor (a): Glennon Doyle Melton
Editora: Intrínseca
Número de Páginas: 320
Ano de Publicação: 2017
Sinopse: Um marido lindo e atencioso, filhos encantadores, o reconhecimento pelo sucesso profissional. O que mais Glennon poderia querer? A resposta é: mais, muito mais. Ela queria não ter tantas dúvidas, queria se comunicar melhor com o marido, queria apagar de sua história a bulimia e o alcoolismo, queria se encaixar nos padrões... queria que o marido não a tivesse traído e que o casamento não tivesse se revelado uma tábua de salvação tão fracassada. Mas o que parece a maior das tragédias, acaba se tornando a grande chance de Glennon. A crise conjugal traz à tona seus velhos demônios e a obriga, pela primeira vez, a encarar francamente as questões que antes foram apenas sublimadas. Enquanto todos cobram dela uma decisão sobre o possível divórcio, Glennon se volta para si mesma em busca da própria voz: não a da jovem perfeita que ela um dia quis ser, não a da esposa cujo relacionamento fracassou, não a da mãe abnegada, mas, sim, a voz da mulher de verdade que sempre existiu por trás de todos esses papéis. Glennon Doyle Melton é a mulher que talvez você conheça, a vizinha, a colega, a irmã de um amigo. Talvez seja você. Somos guerreiras revela não só a história de Glennon, mas a guerra diária travada pela mulher que busca simplesmente ser quem ela é — um relato corajoso que chama a atenção para o fato de que nascer mulher e existir plenamente é quase um ato revolucionário.

Na Sessão Intrínseca ganhamos o livro Somos Guerreiras, e lá após contarem um pouco da história, fiquei muito curiosa para conhecer a biografia de Glennon Doyle Melton.

Normalmente eu prefiro obras de ficção do que biografias, mas neste caso me identifiquei tanto com a história de Glennon que adorei! 
“Minha primeira fuga foram os livros. Ah, os livros! Eu vivia para eles. Para onde fosse, levava um.” – Trecho pg. 227
Bem resumidamente, a vida da autora é:

Muito bela na infância, seguida de infelicidade com o corpo na adolescência, como consequência o aprendizado sobre a bulimia. A alta necessidade de aceitação no colégio por grupos e o conhecimento sobre o que ela acredita em ser o amor. Namoros errados, acompanhados por vícios cada vez mais frequentes. Gravidez inesperada, casamento nem tanto desejado, e como consequência: infelicidade, traições e um preço alto a pagar na vida.


Mas calma, respira, isso tudo não é spoiler, tem muito mais sobre a história de Glennon que te deixará de queixo caído.
“E quando preciso decidir alguma coisa, viro para a página em branco. Ali ninguém pode roubar a minha dor ou tentar contaminar meu conhecimento, e sempre tenho a última palavra para a minha própria história.” – Trecho pg. 186
Sabe o que me surpreendeu? A história da autora, sempre tem algum trecho o qual você se identifica, ou então conhece alguma mulher próxima a você que passou por alguma situação parecida à dela.

Já repararam como a sociedade exige de nós mulheres? Temos que ser bonitas, inteligentes, e mil e uma utilidades. Temos que passar a imagem de um casamento perfeito, de felicidade plena, e claro, ter filhos! E aí de nós se falharmos nesses quesitos. Logo somos julgadas e condenadas por sermos esposas ruins, mães ruins, ou uma pessoa ruim. Obviamente nosso psicológico fica altamente alterado.
“Toda garota precisa decidir entre ser fiel a si mesma ou ao mundo. Toda garota deve decidir entre se concentrar com a adoração ou lutar pelo amor.” – Trecho pg. 19
Outro ponto que a autora toca e que é muito válido é que não adianta nos preocuparmos só com o corpo ou só com a mente, ambos devem andar juntos e só assim conseguiremos viver uma vida mais leve. 

A edição da Editora Intrínseca está linda! A capa é delicada e chamativa e a diagramação está perfeita. A narrativa é bem fluida, na primeira pessoa, em tempo presente e passado. Enquanto eu lia, eu tinha literalmente a sensação de ler um diário.


Uma justificativa pessoal a qual o livro também me ganhou foi o comentário no verso de Elizabeth Gilbert, autora de Comer, Rezar, Amar! Ou seja, se ela gostou, realmente você deve pelo menos dar uma chance à esta obra (tá, tá, eu sei que gosto cada um tem o seu, mas como eu disse, esse comentário foi bem pessoal rs).

Em um pouco mais de 300 páginas, a autora consegue cativar o leitor com sua história, passar alguns ensinamentos e questionamentos de vida e mostrar à todas nós mulheres que de fato NÓS SOMOS GUERREIRAS e não há nada nem ninguém que possa dizer o contrário.
“Preciso olhar para ela e dizer: “Vejo a sua dor. Ela é real. Também a sinto. Podemos lidar com ela, querida. Podemos fazer coisas difíceis. Porque somos Guerreiras.” – Trecho pg. 248
No livro, comenta-se que a autora escreve um blog. Para quem quiser conhecer o blog é: http://momastery.com/blog/


2 comentários:

  1. Parece ser interessante! Confesso que não gostei 100% dessa capa, mas vou colocar no meu skoob para ler no futuro. beeeeijos e já estou seguindo o blog ;)

    Keyla - keylinhastureads.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  2. Confesso que não leio biografias a todo instante, mas também gosto de lê-las quando me chamam a atenção. Espero ter a oportunidade de ler este livro um dia, gostei bastante da resenha ;D

    xoxo
    www.amigadaleitora.com

    ResponderExcluir